viernes, 28 de octubre de 2011

Gnocchi (nhoque)

Até não muito tempo atrás, eu trabalhava em uma empresa de grande porte e, como manda a legislação, essa empresa de grande porte contava com um restaurante interno, para os funcionários.

Durante muito tempo, esse restaurante interno foi chefiado por uma pessoa que não aceitava muito bem - digamos assim - críticas à comida (não eram poucas as histórias de barracos envolvendo essa pessoa e funcionários que ousaram reclamar de qualquer aspecto da comida).

Às quartas-feiras, havia opções de massa para os funcionários. A lasanha era super concorrida. O gnocchi.... bem... não tanto. Eu tinha curiosidade de experimentar o gnocchi da empresa, mas não sabia se era bom (olhando pela baixa demanda, minha expectativa não era das melhores). Um belo dia, vejo uma amiga (com quem tenho contato até hoje), passando com um prato de gnocchi na mão. Perguntei se era bom. E, nesse exato momento, a moça que chefiava o restaurante se materializa em nossa frente (juro que ela não estava lá antes) e já se materializa com sangue nos olhos e um cutelo na mão, apontado na minha direção.

Minha amiga responde "Eu adoro o gnocchi daqui, sabe por que? Porque ele é de farinha!! Eu detesto o de batata e o daqui é do jeito que eu gosto".

Frente à resposta, a moça que chefiava o restaurante continuou com fogo nos olhos, mas foi obrigada a estampar um sorriso amarelo no rosto. Ela não podia reclamar do comentário, porque afinal de contas era um elogio à comida, mas não se mostrou nem um pouco satisfeita - porque o comentário não correspondia à haute cuisine que ela achava que praticava.

Passada a tensão do olhar assassino da moça que chefiava a cozinha, a história virou motivo de piada - como acontece com qualquer pessoa que se leva à sério demais...



Bem.... agora falando sobre o Gnocchi (ou nhoque) propriamente. É uma massa feita com batata e farinha (e, às vezes ovos) e que tradicionalmente é servido no dia 29 de cada mês para atrair dinheiro. Mais importante que tudo isso Nhoque é o nome do meu futuro bulldog. Ainda não tenho o cão (mas quero muito), mas ele já tem o nome pra quando eu tiver.

Enquanto não tenho o Nhoque e aproveitando a proximidade do dia 29, Gnocchi:

Ingredientes para a massa
  • 500g de batatas
  • 125g de farinha de trigo
  • sal, pimenta do reino e queijo parmesão (a gosto)
Preparo
Normalmente, as receitas de gnocchi são feitas com as batatas cozidas. E há várias particularidades com o cozimento (cozinhar as batatas com as cascas, descascá-las ainda quentes e uma por vez, etc.) para diminuir a quantidade de água na batata e, consequentemente, diminuir a quantidade de farinha na receita.

Planejando este prato, resolvi fazer um teste: assar as batatas. Não é muito ortodoxo, mas imaginei que poderia funcionar.

Descasque as batatas e corte-as em pedaços pequenos (para diminuir o tempo de forno e para cozinhar mais uniformemente). Coloque as batatas em uma forma e cubra com papel alumínio. Asse as batatas em forno médio, tomando cuidado para não queimar.

Quando as batatas estiverem cozidas/assadas, esprema-as. É importante espremer as batatas ainda quentes: se a batata esfria, é necessário usar mais farinha para conseguir o ponto do gnocchi - e, quanto mais farinha, mais duro fica o gnocchi.

Uma das maiores dificuldades em se fazer gnocchi é encontrar o ponto da massa: com pouca farinha, o gnocchi desmancha na hora do cozimento; com muita, a massa fica dura. Para piorar, não existe uma proporção infalível batata x farinha: a quantidade de farinha varia de acordo com o tipo de batata (e sua capacidade de absorção de água, como aponta o o CartaDaItalia). Eu trabalhei com uma proporção 4x1 entre a batata e a farinha - mas aconselho a misturar aos poucos, para que não seja demais.

Como encontrar o ponto?

Uma dica: que tal fazer um (ou uns) gnocchi de teste? Faça um bolinho de gnocchi, cozinhe em água. Se ele não desmanchar, nem ficar duro, faça o restante da massa.
Gnocchi de teste ainda cru

Gnocchi de teste, cozinhando em uma porção menor de água

Gnocchi de teste, cozido: não desmanchou na água, nem ficou duro

Outra dica: não sove as batatas e a farinha. Misture com leveza, mas observando para que a mistura fique homogênea.

Faça o restante da massa: Em uma superfície enfarinhada, faça um folo com a massa de gnocchi e corte (com um garfo ou faca) rolinhos de tamanhos regulares (se quiser, faça desenhos com o garfo sobre cada rolinho).

Dica importante: Não amontoe o gnocchi! Se eles ficarem em contato (especialmente se for um em cima do outro, eles voltam a se juntar).





Cozinhe o gnocchi em bastante água (fervente, claro).

Coloque o gnocchi na água (não jogue: com o auxílio de uma escumadeira, coloque-os gentilmente na água fervente).

Você sabe que o gnocchi está cozido quando ele sobe à superfície da água.

Retire-o da água e tente não amontoá-lo em um prato.




Recomendações para o molho:
  • Bolonhesa
  • Pesto
  • Creme de queijo, com champignon, ervilhas, milho e linguiça calabresa.
  • e, por aí vai...
No caso da minha receita, fiz dois molhos: um com um molho madeira que eu já tinha pronto:

E outro (que pode ser visto na primeira foto), com tomate cereja tostado, mussarela e manjericão fresco.

Dicas para quem for fazer a receita com batatas cozidas:
  1. se seu espremedor de batatas for deste tipo aqui, nem precisa descascar as batatas. Basta espremer (a casca não passa nos buracos do espremedor);
  2. descascar a batata antes de cozinhar faz com que ela absorva mais água (e, consequentemente, seja necessário usar mais farinha) - logo, cozinhe as batatas ainda com as cascas;
  3. se, ainda assim, a batata absorver água demais, leve-a um pouco ao forno para retirar o excesso de água;
  4. cuidado para não se queimar ao descascar e manusear as batatas recém-cozidas;
  5. para quem tem menos experiência em fazer gnocchi, tanto o 101cookbooks.com quanto o Cartadaitalia recomendam fazer massa com ovo - é mais simples para encontrar o ponto.
Referências de receita de gnocchi: yeswecooking.com, 101cookbooks.comFoodnetwork.comWikihow.com e Cartadaitalia.

fonte da imagem: dogcastradio.com

miércoles, 26 de octubre de 2011

Bolo de caramelo com cobertura trufada de chocolate meio amargo

Prometi, para esta semana, uma torta trufada. Apesar de já ter feito componentes de torta trufada, nunca tinha feito uma inteira antes. Inicialmente, pensei em fazer uma torta expressa (à Panelaterapia.com), mas fuçando no Fettediamore.com.br, encontrei esta receita de bolo de caramelo e achei que seria uma opção bem melhor fazer um bolo de caramelo com cobertura trufada de chocolate meio amargo.

A receita original, como eu mencionei, é do Fettediamore. Reescrevi algumas coisas, considerando os passos que eu segui para fazer meu bolo, mas não fiz grandes mudanças (nem nos ingredientes, nem no preparo). Minha maior mudança foi a cobertura (e acho que vale a pena dar uma olhada na cobertura sugerida pelo Fettediamore).

Ingredientes da massa:
  • 250g de açúcar
  • 1 caixinha de creme de leite
  • 100g de manteiga amolecida
  • 150g de farinha de trigo
  • 1 colher de chá de fermento químico
  • 3 ovos
  • 1 colher de chá de essência de baunilha

Preparo do bolo:
Em uma panela, coloque 100g de açúcar e leve ao fogo (baixo) para derreter. Espere (sem ficar mexendo) até ficar com cor de caramelo.

Tome muito cuidado para não se queimar e nunca, nunca, nunca, nunca tenha crianças por perto quando estiver derretendo açúcar  (queimaduras com açúcar são extremamente sérias e violentas).

Também tome cuidado para não queimar o açúcar.

Quando o açúcar estiver derretido, misture o creme de leite e essência de baunilha e mexa.

Reserve esse caramelo.


Observações:
  1. Na receita original, o  Fettediamore falou para ferver o creme de leite (não fervi);
  2. Meu caramelo ficou com algumas pedras de açúcar, não sei se foi erro na hora de misturar, ou se foi pelo fato de não ter fervido o creme de leite, mas não foi nada que uma peneira não resolva;
  3. Provavelmente, ficará açúcar grudado em sua panela. NÃO tente tirá-lo ainda quente. Encha a panela com água quente e espere;
  4. Tive que me policiar para não comer todo o caramelo no dedo! O gosto ficou muito bom.

Na sequência do bolo: Bata a manteiga com 150g de açúcar até obter um creme claro e cremoso. Acrescente as gemas (uma por vez), o caramelo e a farinha de trigo (até este ponto, você pode misturar até na batedeira - sem preocupações -, se quiser).

Quando a mistura (acima) estiver homogênea, misture o fermento químico. Inicialmente, misture o fermento em uma pequena porção da massa e depois misture essa pequena porção ao restante da massa (foi assim que aprendi, pelo menos).




Em seguida, bata as claras em neve e incorpore-as à massa gentilmente. Eu aprendi que é importante usar uma vasilha grande na hora de misturar as claras em neve à massa: o espaço possibilita que a massa fique mais aerada (e, consequentemente, mais fofinha)

















Despeje a massa em uma forma (utilizei uma anti-aderente redonda, de fundo removível) e leve o bolo para assar em forno médio por 25-30 minutos.

Não abra o forno enquanto a massa estiver crua - isso interrompe o processo de fermentação e a massa não cresce direito. Provavelmente, antes de 20min a sua massa não estará assada.

Após 25min (aproximadamente), já deverá ser possível abrir o forno (antes de abrir, veja pelo vidro se a massa já está com aspecto de assada; outro sinal importante é cheiro de bolo - que toma a casa toda à medida que a massa vai assando).






Espete um palito de dentes no centro do bolo. Se ele sair limpo, o bolo já está assado. Se ele sair com pedaços de massa, deixe assar por mais alguns minutos.

Quando o bolo estiver assado, desligue o forno e deixe-o dentro do fornopor mais alguns minutos (4min, segundo a receita original, do Fettediamore).




Em seguida, retire o bolo do forno e deixe-o esfriar antes de tentar desenformar.



Para a cobertura trufada de chocolate meio amargo

  • 200g de chocolate meio amargo
  • 1 lata de creme de leite (sem o soro)
  • 50ml de licor de marula (ou conhaque, ou whisky - opcional)


Em vez de dar muitas explicações, deixo o vídeo do chef Diego Lozano (vai ser mais ilustrativo). Ele faz trufas trufas mesmo. Como eu estava fazendo cobertura, não usei manteiga e despejei a cobertura trufada sobre o bolo antes de ela gelar.








Por fim, confesso que furei o bolo e despejei o soro do creme de leite misturado a 1 colher (sopa) de licor de marula - eu tinha prometido uma torta e, para não ficar tão tão distante da minha promessa, fiz isso para o bolo ficar mais molhado.

lunes, 24 de octubre de 2011

Beef Welington

Vendo top chef just desserts (sim... just desserts), um dos participantes falou sobre beef welington. Não resisti: pesquisei um pouco e acabei fazendo.











Ingredientes:
Para a carne:
300g de massa folhada (industrializada)
carne (usei 2 bifes de alcatra porque eu já tinha na geladeira)
sal, pimenta e outros temperos (a gosto)

Para o molho:
2 colheres (sopa) de manteiga
4-5 colheres (sopa) de farinha de trigo
champignons (a gosto)
1/2 cebola roxa (picada em cubos pequenos)
2-3 dentes de alho (fatiados finamente)
100ml de vinho tinto (a gosto)
200ml de caldo de carne (a gosto)

Preparo



Tempere a carne com sal e pimenta e polvilhe farinha de trigo sobre ela. Aqueça uma frigideira anti-aderente, coloque um pouco de manteiga, sele a carne e reserve-a.










Aproveite a manteiga, a farinha e o gosto da carne que ficaram na frigideira para fazer um molho:














Doure a cebola e os champignons (se quiser, algumas fatias finas de alho). Acrescente vinho, caldo de carne e deixe engrossar. Não se esqueça de provar o sal.







Com um rolo, abra a massa folhada até ela ficar fina. Faça um envelope de massa folhada em torno da carne (se quiser, coloque alguns dos champignons que foram dourados na frigideira em que a carne foi selada junto com a carne). Leve para assar até a massa ficar dourada.























Sirva a carne com o molho e acompanhada de uma boa salada (e vinho).

Referências DivinaCozinhaChannel4.comBBCgoodfood.com

domingo, 23 de octubre de 2011

Bolinhos assados com recheio de limão siciliano e cobertura de merengue

Terminando a saga dos meus limões sicilianos, acabei fazendo estes bolinhos assados recheados com creme de limão siciliano e cobertos com merengue e raspas da casca dos limões. A ideia veio do TechnicolorKitchen.

O problema foi que a receita do  TechnicolorKitchen parece ter ficado tão mais macia e fofinha que a minha que prefiro recomendar a receita de lá em vez de postar a minha.



viernes, 21 de octubre de 2011

Arroz de leite com queijo coalho

Muito comum no Nordeste (pelo menos na Paraíba), o arroz de leite é uma receita rápida (gasta tanto tempo quanto um arroz normal) e boa para acompanhar carnes.





Ingredientes
200g de arroz
200ml de leite
200ml de água
75-100g de queijo coalho (cortado em cubos médios)
salsão, cebolinha (picados)
1 colher (sopa) de manteiga
1 envelope de tempero para arroz (extra cebola)



O preparo varia segundo o tipo de arroz que você comprou (veja as instruções na embalagem: há os que precisam ser lavados e fritos, há os que precisam ser lavados ou fritos, etc.).

Derreta a manteiga, frite o arroz, já misturando o tempero pronto. Acrescente água quente (proporção 1x1 com o arroz). Quando a água secar, misture o leite e o queijo coalho.

Por último, acrescente o salsão e a cebolinha para dar sabor.

Essa foi a minha versão, para outras, consulte, por exemplo: AllRecipes.com.br, NatalTrip

lunes, 17 de octubre de 2011

Pavê de capuccino


Outro dia fiz um pavê de limão siciliano e não utilizei todos os biscoitos champagne que vieram no pacote.

Para terminar com os biscoitos, fiz outro pavê.... é rápido, fácil e fica bom... então....








Ingredientes
  • 8 biscoitos champagne
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 caixinha de creme de leite (ou 1 lata, sem o soro) 
  • 3 colheres de cacau em pó
  • 100ml de leite
  • 5-6 colheres de capuccino (tradicional) instantâneo
  • grãos de café, lascas de chocolate ou pó de capuccino para enfeitar 
Preparo
Dissolva 5-6 colheres de capuccino em um pouco do leite, misture o leite condensado e leve ao fogo médio, mexendo constantemente até conseguir ponto de brigadeiro (já falei sobre esse ponto em outras receitas, como esta e esta).

Quando esse brigadeiro de capuccino estiver soltando do fundo da panela (que é o que caracteriza o ponto de brigadeiro), desligue a panela e acrescente o creme de leite. Mexa até o creme ficar uniforme. Forre o fundo da forma com um pouco desse creme.

Molhe os biscoitos champagne (rapidamente, ou eles ficarão encharcados) em uma mistura de leite (o restante que não foi usado para dissolver o capuccino) e o cacau em pó (já adianto que dissolver cacau em pó não é muito simples: inicialmente, coloque apenas um pouco de leite sobre o pó para umidecer e, depois que todo o pó tiver sido umidecido, acrescente o restante do leite) e arranje os biscoitos sobre a camada de creme colocada sobre o fundo da forma.

Cubra os biscoitos com o restante do creme (como mostra a foto à esquerda).





Polvilhe pó de capuccino por cima (também é possível usar lascas de chocolate, ou grãos de café)  para enfeitar.

Inicialmente fica assim:

Mas após alguns minutos, sem fazer nada, fica assim:
Sirva gelado.

domingo, 16 de octubre de 2011

Couve-flor


Por algum motivo, uma das maiores fontes de acesso a este blog vem da pesquisa "como preparar couve-flor". Então, para fazer algo mais condizente com as buscas, lá vai:

Comece higienizando a couve-flor. Em uma vasilha grande (a maior que eu tinha era a panela), faça uma solução de água (normal) e água sanitária (ou hidrosteril) e deixe de molho por 15-20min (caso a couve-flor seja maior que a sua vasilha - como no meu caso -, lembre-se de virar dos dois lados).

Em seguida, lave a couve-flor em água corrente para retirar o excesso do produto de limpeza utilizado. Caso você fique com a sensação de que a couve-flor ficou com cheiro de produto de limpeza, deixe-a de molho, após lavar em água corrente, em uma solução de água com vinagre.

Após higienizar, cozinhe a couve-flor em água (ou água com vinagre), com os talos para baixo e as pétalas para cima (lembrando que os talos demoram mais para cozinhar, portanto, melhor deixá-los para baixo para cozinhar antes). Minha mãe também costumava cortar a couve-flor em buquês (separando os galhos) antes de cozinhar.

Cozinhe até os galhos estarem macios, ou al dente, se preferir (teste com um garfo para verificar o ponto).

 O que fazer com a couve-flor cozida?
  1. Gratinar
    1. na foto que está no banner deste blog (pelo menos até a data de hoje), fiz com um creme com linguiça calabresa, temperos, creme de queijo e queijo;
    2. também já fiz com creme de cebola e queijo;
    3. presunto e queijo
    4. frango e queijo 
    5. queijo e queijo (preciso explicar que sou mineiro?)
    6. e, por aí vai....
  2. Purê de couve-flor
    1. TudoGostoso
    2. Dietando
  3. Saladas, etc.
Desta vez fiz um sanduichão de forno:
Camadas alternadas de: pão de forma, creme de couve-flor com requeijão, presunto e queijo. Depois de montado, basta gratinar o queijo (que é a última camada por cima):

viernes, 14 de octubre de 2011

Lemon pie

Como eu mencionei na receita de pavê de limão siciliano, encontrei limões sicilianos baratos e bonitos e acabei comprando 1kg. Para usar todo esse limão, minha segunda sobremesa de limão siciliano: uma torta de limão (ou lemon Pie, como ela também costuma ser conhecida).

Para quem prefere consultar várias fontes, pesquisei as seguintes antes de fazer a minha: AllRecipes.com, FoodNetwork.comEpicurious.com.

A torta de limão consiste, basicamente, de três camadas: uma crosta, um creme de limão e um merengue.

Várias receitas (não só de torta de limão) fazem a crosta com biscoito (maisena/maria) quebrado e manteiga. Acho essa mistura muito doce. Uma solução é fazer uma massa podre (como a que fiz na quase quiche de abobrinha e acrescentar açúcar. O equilíbrio do açúcar, no entanto, é problemático - e pode deixar a massa mais doce do que a feita com biscoito). Uma solução para o equilíbrio do açúcar, é usar farinha láctea. A ideia não é minha: li em algum blog, mas já faz tanto tempo que não consigo lembrar onde foi (se alguém encontrar a informação original, é só dizer que eu altero o texto para dar os créditos da ideia).

Histórias à parte, a receita:

Para a crosta:
  • 150g de farinha láctea
  • 4-5 colheres (sopa) de manteiga em temperatura ambiente
Misture a farinha e a manteiga, até a massa começar a dar liga.

Já adianto que essa massa não forma liga completamente (pelo menos, não como a massa podre que usei na quase quiche de abobrinha), mas fica maleável o suficiente para forrar a forma (como mostra a foto à esquerda).

Assim como na massa podre, faça furos (com um garfo) para evitar a formação de bolhas de ar quente quando a massa estiver no forno.

Asse a massa, sem nenhuma cobertura, por aproximadamente 15min (ou até ela começar a dourar).
 
Para o creme
  • 1 lata de leite condensado 
  • 3 gemas (peneiradas, para não dar cheiro de ovo)
  • suco de 2 limões sicilianos
  • 1 colher (chá) de raspas da casca de limão siciliano
Misture as gemas e o leite condensado e leve ao fogo (baixo), mexendo constantemente, até engrossar.

Quando o creme já estiver grosso, misture o suco de limão e as raspas de casca de limão.

Confesso que fiquei com medo de o creme talhar nessa hora (por via das dúvidas, misturei - à parte - um pouco do creme e do suco: Não talhou e o creme ficou bem liso).

Retire a forma do forno e despeje o creme (ainda quente) sobre a crosta, distribuindo-o de maneira uniforme (como mostram as fotos à direita).

Leve a crosta, com o creme, ao forno por mais 15min (aproximadamente), enquanto prepara o merengue

Para o merengue
  • 3 claras
  • 6 colheres (sopa) de açúcar
  • raspas das cascas de limão siciliano
Bata as claras em neve (caso não conheça o ponto, um vídeo explicativo). Misture as raspas de casca de limão e o açúcar.

Retire a forma (com a crosta e o creme) do forno, distribua o merengue sobre  o creme.

Não é necessário distribuir o merengue de forma muito uniforme (deixar algumas pontas mais altas até deixa o merengue mais bonito).

Leve a torta ao forno até o merengue dourar por cima (cuidado para não queimar).




Retire a torta do forno, coloque um pouco de raspas de casca de limão por cima (para enfeitar).

Não sirva muito quente. Sirva a torta morna ou gelada

miércoles, 12 de octubre de 2011

Pavê de limão siciliano

Sempre vejo limão siciliano a venda por aqui. Infelizmente, os preços normalmente são altos e os limões normalmente não estão bonitos. Esta semana, quando entrei no supermercado, vi esses limões sicilianos lindos e, melhor ainda, MUITO baratos! Nem tinha ideia de o que fazer com os limões, mas eu tinha que comprar.


Minha primeira receita com esses limões (comprei 1kg) foi este pavê de limão siciliano.




 Ingredientes
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 lata de creme de leite
  • 1 limão siciliano (grande)
  •  biscoito champagne


Preparo



Faça um brigadeiro branco: leve o leite condensado ao fogo, mexendo constantemente (há quem também coloque uma colher de manteiga: acho desnecessário). Quando o leite condensado estiver em ponto de brigadeiro, misture o creme de leite sem o soro (na receita de torta folhada de damasco e nozes, coloquei alguns links com explicações para conseguir ponto de brigadeiro e para retirar o soro do creme de leite).

Coloque uma camada fina desse creme na assadeira/travessa/forma onde será feito o pavê e coloque raspas da casca do limão sobre o creme (como é possível ver na primeira foto).

Em um prato, coloque o suco do limão (não misturei nada ao suco, porque queria o gosto do limão bem marcante - sem preocupação com exagero, porque há o açúcar do biscoito champagne e o doce do creme para contrastar). Molhe os biscoitos no suco rapidamente: basicamente, é molhar de um lado, molhar do outro e ajeitar na forma (o processo não pode demorar muito, ou o biscoito absorve muito líquido e desmancha.



Ajeite os biscoitos na forma (como mostram as fotos 2 e 3) e cubra os biscoitos com o restante do creme (como mostra a foto 3), espalhando bem o creme sobre os biscoitos (foto 4).








Coloque mais raspas da casca do limão por cima do creme.

Leve o pavê à geladeira por algumas horas. Sirva gelado.

Também fica bom com mais camadas alternadas (creme, biscoito, creme, biscoito...) - não fiz porque a altura da minha forma não permitia.

martes, 11 de octubre de 2011

Quase quiche de abobrinha

Já tem algum tempo que tive a ideia de fazer uma quiche de abobrinha.Pensei em seguir alguma receita (como esta, ou esta), mas na hora de fazer, acabei seguindo minha própria cabeça.

Optei por fazer uma massa podre mais fina, por fazer uma camada de abobrinha e uma de creme (em vez de misturar as duas) e, por isso, chamo esta receita de quase quiche.


Para a massa podre

  • 200g de farinha de trigo
  • aproximadamente 4 colheres (sopa) de manteiga
  • sal (a gosto)


Misture todos os ingredientes, com a ponta dos dedos, até a massa ficar homogênea e desgrudando da mão.

Abra com um rolo de massa (sobre uma folha de papel manteiga), faça furos com um garfo (como é possível ver na foto ao lado) e asse a massa (sozinha) por 15min antes de colocar o recheio.

Considerações:

  1. Não fui eu quem deu o nome "massa podre" a esta massa;
  2. Não tenho ideia de por que ela leva esse nome;
  3. Essa é aquela massa que fica esfarelando, muito comum em empadas (pelo menos em Minas);
  4. Sempre me disseram que não se pode misturar a massa com a mão e que se deve usar apenas a ponta dos dedos (nunca vi muito sentido nisso);
  5. Algumas receitas acrescentam um pouco de água aos ingredientes e outras dizem para deixar a massa descansar antes de abrir com o rolo - também não sei por que... já que essa massa não cresce;
  6. A ideia de fazer furos na massa é para evitar que bolhas de ar quente se formem e acabem com a massa;


Para o recheio

  • 2 abobrinhas (queria usar da abobrinha menina, mas só encontrei zucchini)
  • 1 tomate médio
  • 1 dente de alho
  • 50-100g de queijo (queria usar mussarela ou prato, mas só tinha queijo coalho em casa)
  • sal, azeite, orégano


Corte as abobrinhas em fatias grossas. Tempere-as com um pouco de sal e azeite (enfase no "pouco", já que o sal vai ser acertado depois).

Esquente (bastante) uma frigideira anti-aderente e toste, levemente (com cuidado para não queimar), cada um dos lados das fatias de abobrinha (na foto ao lado, é possível ver duas fatias levemente tostadas) - o objetivo disso é dar um gosto levemente defumado às abobrinhas (além de reduzir o líquido delas).

Retire as sementes do tomate, corte-o em cubos pequenos e toste-os (também levemente, também com cuidado para não queimar).

Pique as abobrinhas (já tostadas) em cubos (como mostra a foto) e reserve-as.

Em uma vasilha, misture azeite, sal, orégano, alho (pique o dente em pedaços bem pequenos ou amasse-o) e o queijo ralado. Acrescente as abobrinhas a essa mistura (para que ela fique temperada).

Coloque a abobrinha sobre a massa podre (que, a esta altura já assou por 15min) e leve a forma ao forno por mais 15-20min.

Como eu mencionei anteriormente, dá pra misturar o creme (que vou falar daqui a pouco) a essa abobrinha. Como eu queria que minha quase quiche tivesse camadas, não misturei.












Para o creme


  • 1 cebola média (picada em cubos pequenos ou ralada)
  • 2 ovos
  • 100g de requeijão
  • pimenta do reino
  • 50g de queijo parmesão ralado


Misture todos os ingredientes e coloque sobre a abobrinha (que, a esta altura, já assou por 15-20min no forno) e leve ao forno até gratinar.

Esqueci de tirar foto antes de levar ao forno e acabei tirando essa foto aí do lado (dentro do forno). Ficou escura, mas não achei ruim.

Também é possível colocar outra camada de queijo (como mussarela, por exemplo) por cima do creme, para gratinar mais bonito.





Por fim, a quase quiche, retirada do forno, e com o papel manteiga saindo (e a massa quebrando, mas ignore esse detalhe.... essa massa quebra fácil mesmo):