sábado, 23 de julio de 2011

Tacos


¡Sí! ¡Tacos!


Bem, comecei a receita utilizando o Cybercook, misturando farinha de milho, sal e água. O problema foi que a farinha de milho que eu tinha aqui não dava liga, então usei uma proporção 1x1 de farinha de trigo até conseguir um ponto de enrolar a massa.

A ideia de adicionar farinha de trigo veio de um programa do Oliver (Jamie's America Road Trip) em que ele vai para uma reserva navajo e faz uma receita parecida (até procurei o vídeo para confirmar)

Ingredientes:
150g de farinha de milho
150g (aproximadamente) de farinha de trigo
200ml de água
sal



Preparo:
Misture as farinhas e o sal e vá acrescentando a água aos poucos.

Misture bem até a massa adquirir uma consistência homogênea, que não esfarela e solta facilmente das mãos. Divida essa massa em bolinhas.

Coloque as bolinhas dentro de um saco plástico e, utilizando um rolo de massa, abra-as até que elas fiquem com 2mm de espessura, aproximadamente.

Leve a massa ao fogo - em frigideira antiaderente - até que ela fique dourada dos dois lados.

Dobre a massa, ainda quente, para que ela possa ser recheada. Esta parte eu achei particularmente difícil. A receita dizia para dobrar após esfriar um pouco, mas quando eu deixava esfriar, a massa quebrava. Comecei, então, a dobrar a massa ainda quente. Funcionou (apesar de alguns 'ais' e outras palavras e expressões que eu tentaria não na frente de crianças pequenas).

Ah... e uma dica da receita é tomar cuidado para não deixar a massa dobrada demais, pois isso dificulta na hora de rechear.

Quanto ao recheio.... esse fica a vontade... usei carne à bolonhesa, com molho barbecue, queijo ralado, pimenta calabresa e tiras de alface. Mas é possível rechear com frango, carne, queijos, etc.






jueves, 21 de julio de 2011

Panetone salgado

Uma das coisas de quando você muda de cidade é que, às vezes, você tem vontade de ir para a sua cidade natal apenas para fazer compras.

Não que a sua cidade de origem seja melhor, nem mais barata, nem nada... a grande questão é: pelo menos lá você sabe onde comprar o que você quer.

E por mais prestativas que as pessoas da sua cidade nova sejam, nem sempre você (no caso, eu) sabe explicar exatamente o que você quer. Já fiz o teste: as pessoas nem sempre conseguem entender quando eu digo que preciso daquele negócio, que é meio redondo, mas tem formato indefinido, e que é muito útil, apesar de pouca gente usar.

Os itens problemáticos da vez: fermento biológico e forma para panetone...

Ironias da vida: eu morava a três quadras de uma padaria em BH e nunca comprei fermento biológico lá. Aqui, não tenho ideia de onde tenha uma padaria perto da minha casa e já fiz 5 fornadas de receitas com fermento biológico (e não adianta dizer pra eu comprar fermento biológico no supermercado que eu já tentei dois grandes e eles não tinham pra vender!).

Bem, a receita da massa não foi muito diferente das receitas de pão que eu vinha fazendo...

Ingredientes:
250-300g de farinha de trigo
2 colheres de sopa de fermento biológico
2 colheres de sopa de açúcar
2 colheres de sopa de óleo
200ml de água morna
pitada de sal
(também usei aproximadamente 2 colheres de sopa de cenoura ralada.... por algum motivo, minha massa não queria crescer e apelei para a cenoura.... por algum motivo - provavelmente a umidade e o açúcar da cenoura - funcionou)

Comece fazendo uma esponja:
Coloque a farinha de trigo em uma vasilha grande (ou superfície lisa, dependendo da sua cozinha), faça uma cavidade no meio da farinha, coloque o fermento, o açúcar e um pouco de água morna. Misture o fermento o açúcar e a água morna (e um pouco da farinha) e deixe essa mistura fermentar por 20min. aproximadamente.

Em seguida, misture o óleo, o sal (e outros temperos a gosto) e o restante da farinha à esponja (e, no meu caso, também a cenoura ralada). Acrescente mais água morna (aos poucos!!!) para dar liga à massa.

Novamente, a quantidade de água a ser usada varia de acordo com a qualidade da farinha de trigo. Coloque a água aos poucos e misture bem a massa. O ponto correto é uma massa que se solta facilmente da mão. Acho que vale a pena dizer que é bom, de tempos em tempos, raspar a mão com uma colher e para ver o ponto da massa (às vezes, sua mão fica suja com um pouco da massa que está mais mole e isso faz a massa - que já está no ponto - continuar grudando na mão).

Pronta a massa, cubra-a com um pano e deixe-a descansar (vá ver um filme... mexer na internet.... passear com o cachorro...). Esse descanso da massa leva algumas horas (a minha, deixei descansar por 3h ao todo - 2h nesta primeira etapa e mais meia hora em cada uma das etapas seguintes).

Para definir quantas horas a massa vai descansar, utilize o seguinte truque: antes de colocar o pano sobre a massa para ela descansar, faça uma bola com a massa (toda ela) e faça um buraco nessa bola (com o dedo mesmo): esse buraco vai dar uma boa dimensão do crescimento da massa. Espere até a massa dobrar de tamanho.

Quando a massa dobrar de tamanho, misture o recheio do 'panetone'. No meu, usei:

100g (aproximadamente) de linguiça calabresa cortada em cubos
1/2 lata de milho verde (escorrido, obviamente)
50g de ervilhas (congeladas)
50g de bacon (cortado em cubos)
cebolinha
50g de queijo parmesão ralado

Misture bem. E deixe a massa descansar de novo (mais meia hora: aproveita pra ver um episódio de Adorável Psicose: é divertido).
Como eu havia mencionado, não sei onde comprar forma de  panetone por aqui. Improvisei, então, com o papel manteiga que eu tinha em casa.

No meu caso, fiz pequenas bolinhas de massa e coloquei-as (uma em cima da outra, por causa de umas ideias do Gu) no papel manteiga. Mas, se quiser, pode fazer uma grande bola com a massa e acomodá-la na forma de panetone ou no papel manteira e deixe crescer por mais meia hora  (finalizando as 3h que falei antes). Finalmente, leve ao forno médio.

Deixe a massa assar por aproximadamente 25min sem abrir o forno (esse tempo varia de acordo com o forno). Acompanhe a massa pelo vidro do forno, vendo se ela está dourada por cima.

Massa assada, dourada, retire-a do forno e sirva.
Ah.... e retire o papel antes de comer (parte importante)

martes, 19 de julio de 2011

Apfelstrudel

Attendez la crème


Na sequência receitas de sobremesas vindas de blogs, a bola da vez foi o Apfelstrudel do Chef Alemão (que eu confesso que já queria fazer há bastante tempo).

Como não tinha ideia sobre a massa, segui a receita do Chef Alemão à risca (inclusive copiando o texto de lá):

Para a massa filó:

250 gramas de farinha de trigo especial
1 ovo
125 ml de água morna
1 Colher de chá de óleo de girassol

Modo de preparo:
Misturar os ovos com o óleo e a água (cuidar para utilizar-se das medidas exatas, se o ovo for muito grande acrescente um pouquinho mais de farinha de trigo).

Peneirar e acrescentar a farinha de trigo e o sal. Sovar tudo para obter uma massa homogenia e firme (quanto mais você sovar a massa, melhor ela fica – 15- 20 min é o ideal) Embrulhar num pano e deixe descansar por pelo menos 20 – 30 minutos (melhor ainda se for por três horas).


Abrir a massa bem fino, com cuidado para que ela não rasgue, e enrolar no http://heikograbolle.wordpress.com/2010/03/20/receita-de-apfelstrudel-do-chef-alemao/, há várias fotos mostrando esse trabalho com a massa.

Como eu não tinha 7 auxiliares para me ajudar com a massa, optei por fazer rolinhos individuais (como dá pra ver pelas fotos).

Já o recheio....

Bem, não segui a receita do Chef Alemão para o recheio, porque já tinha minhas próprias ideias.

Ingredientes para o recheio:
8 maçãs médias
8 colheres de açúcar (eu não queria que o recheio ficasse muito doce)
suco de 1 limão grande
gengibre (ralei aproximadamente 2cm)
1 pitada de sal

Preparo:
Em uma panela (ainda fria), misture o suco de limão, o açúcar, o gengibre e a pitada de sal.

Descasque as maçãs e corte em pedaços grandes. À medida que for cortando e descascando as maçãs, mergulhe-as no suco de limão (para evitar que elas oxidem).

Leve as maçãs (e o suco de limão com açúcar, gengibre e sal) ao fogo médio.

Não acrescentei água, nem mexi muito (para tentar manter os maiores pedaços de maçã que eu pudesse). Tudo o que fiz foi repetir o seguinte processo: deixar a mistura começar a ferver, desligar o fogo, tampar, deixar a panela esfriar, ligar de novo, etc,

Repeti todo o processo até a mistura de maçã estar cozida com uma textura macia e a mistura estar com uma estrutura consistente (já adianto que, pela quantidade de açúcar que usei, a textura nunca vai ficar exatamente igual a de uma geleia).

Preparados massa e recheio, apenas segui os passos de montagem do Chef Alemão, levei ao forno médio (em forma apenas untada com manteiga).

Atenção para a dica de não abrir o forno para que a massa fique mais crocante por cima.

Nas minhas fotos, dá pra ver que alguns dos rolinhos ficaram mais escuros que os outros (o que está partido, por exemplo, é um deles)... é que eu tinha uma geleia (industrializada) de framboesa em casa e resolvi fazer um teste....



lunes, 18 de julio de 2011

Brownie

Saiu no Cozinha Travessa a seguinte receita de Brownie de Nozes:

Ingredientes
- 10 colheres de sopa de manteiga sem sal
- 1 1/4 de xícara de açúcar orgânico (não tinha, aí usei o normal mesmo)
- 3/4 de xícara + 2 colheres de cacau em pó
- 1/4 de colher de chá de sal
- 1/2 colher de chá de essência de baunilha*
- 2 ovos grandes gelados
- 1/2 xícara de farinha de trigo
- 2/3 de xícara de nozes picadas (opicional)
* Não se desespere se não tiver e não precisa comprar só pra colocar na receita, a não ser que você queira muito. Não vai ficar ruim se você não colocar.



Preparo
Pré-aqueça o forno a 160 graus. Num tabuleiro, forre uma forma quadrada de +ou- 2cm de diâmetro. Eu usei uma forma com furo. Não é necessário untar o papel alumínio, mas por segurança, se quiser untar a forma antes, pode. Numa panela coloque o açúcar, o sal, a manteiga e cacau e leve a banho maria (ou seja, dentro de outro panela maior com água). Mexa de vez enquando, até a mistura ficar homogênea. Desligue o fogo e deixe esfriar um pouco. Junte os ovos um a um, misturando bem com uma colher. Junte a farinha de trigo e bata com a mesma colher, até obter uma mistura grossa e brilhante. Junte as nozes e despeje na forma, alisando por cima, se necessário. Leve ao forno, na grade do meio, por +ou- 20 a 25 minutos. Teste com um palito. Ele deve sair ainda molhado, mas se você ficar com muita dúvida, deixe mais uns 5 a 10 minutos, mas não descuide, porque pode começar a queimar o fundo. Deixe esfriar, desenforme puxando delicadamente o papel alumínio. Polvilhe o cacau em pó (com a ajuda de uma peneira) ou açúcar de confeiteiro (se você tiver). Decore com hortelã. Eu gosto dele mais gelado, mas se quiser, você também pode servir com uma bola de sorvete.




Bem, eu fiz a receita:
devo dizer:
1. Em termos de sabor, muito bom o fato de não ser exageradamente doce;
2. Em termos de textura: eu tiraria mais da metade da manteiga (foi demais... demais mesmo);
3. Em termos de custo benefício..... bom..... existe uma massa pronta que chega a um resultado bem parecido (e bastante satisfatório) e que tem um custo próximo (pelo menos quando acho a massa pronta custando uns 4 reais no supermercado):
cortei a marca (da imagem retirada da internet) pra não fazer mais propaganda gratuita ainda... mas se quiserem me pagar, eu coloco a caixinha inteira... ^^

viernes, 15 de julio de 2011

é porque hoje é aniversário da minha afilhadinha
foto da internet (http://www.pamelabrandao.com)

mas, para cupcakes, recomendo mesmo é o Cupcake BH (só não peguei foto de lá porque já é o blog da mamãe da minha afilhadinha... aí não teria graça)

Lasanha sem complicação

Há um bom tempo, o pessoal do Papo de Homem apresentou uma receita de lasanha sem complicação, lembrando que boa parte do sucesso de uma lasanha recai sobre o molho.

Uma das coisas que gostei na receita deles foi usar tomate italiano sem pele em lata. Aproveitando que teve uma promoção desse tomate aqui perto de casa, fiz esta receita de lasanha de carne com ervilhas.



Ingredientes

uma embalagem de 500g massa para lasanha (lembrando que uma embalagem costuma ser suficiente para mais de uma receita)

200-300g de queijo mussarela (em fatias)
queijo parmesão ralado (a gosto)


Para o molho:
1 lata de tomate italiano sem pele (seguindo a dica do pessoal do Papo de Homem, mas é possível usar massa de tomate ou fazer molho com tomates frescos também)
2-3 dentes de alho
1 cebola média cortada em cubos pequenos
250g de carne moída
300g de ervilhas (congeladas! não usar ervilhas em lata, pois elas costumam ter uma textura meio arenosa)
sal, pimenta, manjericão e outros temperos a gosto (e, se necessário, meia colher de açúcar para equilibrar a acidez do molho)


Preparo:
Refogue o alho, a cebola e os temperos. Acrescente a carne moída e mexa até que ela fique dourada.

Amasse os tomates com um garfo e misture-os à carne refogada. Acrescente um pouco de água e deixa panela em fogo médio, mexendo de vez em quando (para não queimar o fundo) até o molho ficar consistente (a consistência do molho vai determinar a consistência da lasanha. Logo, se quiser uma lasanha menos firme, deixe o molho com mais água).

Experimente o sal e acrescente o açúcar, se necessário, para equilibrar a acidez do molho.

Por último, misture as ervilhas congeladas e desligue o fogo.

A montagem da lasanha consiste em alternar molho, massa, queijo, molho, massa e queijo. Como eu não cozinho a massa antes de montar a lasanha, uma dica importante (que o pessoal do Papo de Homem também apontou, é sempre deixar a massa em contato com molho).

Montada a lasanha, cubra a forma com papel filme e leve-a à geladeira de um dia para o outro.

No dia seguinte, basta assar - por cerca de 20min (dependendo da potência do seu forno) - até gratinar o queijo por cima da massa.

jueves, 14 de julio de 2011

Chilli paraibano

Bastante consumida na Paraíba, a fava (ou feijão-fava) é um grão maior do que um grão de feijão normal (na foto à esquerda, duas favas em um garfo de mesa normal, para dar ideia da proporção), com um gosto levemente amargo e que, se bem preparado, dá um caldo fantástico - em Campina Grande, este ano, por exemplo, a melhor opção das que provei era o caldo de fava (até peguei a foto, abaixo, do A paraíba tem, pra mostrar como o caldo pode ser apetitoso).




Quando resolvi comprar favas, vi um problema: só tinha embalagens de 1kg no supermercado. Então, veio a dúvida: Além de caldos, o que mais fazer com as favas?






Tive a ideia de fazer um chilli paraibano. Já tinha tempo que eu queria testar uma receita de chilli da Nigella que eu tinha visto no youtube (com link da Food Network também), e eis a oportunidade:

Ingredientes

200g de favas
2 dentes de alho
250g de carne moída (comprei patinho)
1 cebola picada em cubos pequenos
1/2 lata de molho de tomates (para simplificar)
temperos (usei sal, salsa, cebolinha, louro em pó, pimenta do reino e pimenta calabresa)
2 colheres de sopa de cacau em pó (parece estranho, mas acredite: funciona)

Preparo
Cozinhe as favas em bastante água (não foi necessário usar panela de pressão). Essa água do primeiro cozimento fica mais escura e eu optei por descartá-la e continuar o cozimento trocando a água e colocando os dentes de alho (essa troca de água diminuiu o gosto levemente amargo das favas).

Separadamente, faça um molho refogando as cebolas, os temperos e o molho de tomate. Sugiro deixar para acrescentar a pimenta calabresa apenas quando o prato estiver pronto (minhas experiências esquentando pimenta calabresa levaram a pratos bastante picantes.... e olha que minha tolerância a pimenta é alta).

Quando o molho de tomate estiver pronto, acrescente as favas (que já deverão estar cozidas, mas ainda al dente), a carne moída (ainda crua) e água (até cobrir os ingredientes). Deixe em fogo médio e mexa de tempos em tempos (para não queimar) até a água secar (e a carne cozinhar, consequentemente).

Quando a água já tiver secado, teste o tempero e acrescente as duas colheres de cacau em pó. Como disse a Nigella, pode parecer estranho, mas o cacau em pó não é doce (enfatizando que não não estou me referindo a achocolatados como toddy e nescau e genéricos) e ele garante um gosto bem interessante à receita.

Por fim, acrescente a pimenta calabresa e sirva com doritos (ou outro salgado do tipo) e um bom molho de pimenta (para os fortes de coração ^^ )


Por fim, para quem prefere uma receita mais tradicional, um link pro Tudo Gostoso.

miércoles, 6 de julio de 2011

Babaganuche

A primeira coisa a ser dita é: a pasta fica com um leve gosto de fumaça. A segunda é: esse gosto é intencional. A terceira: dá pra amenizar o gosto (ou até eliminá-lo, mas a graça está no gosto defumado).

Ingredientes
1 berinjela
1 colher de sopa de tahine
sal, suco de limão e azeite

Preparo:
Uma parte importante da receita está na escolha da berinjela: escolha berinjelas bonitas e vistosas e que NÃO apresentem pequenos buraquinhos, pois eles indicam a presença de bichos.

Asse as berinjelas ainda com a casca. Esta é a hora de definir se o babaganuche vai ter um gosto mais ou menos defumado: para um gosto bastante defumado, asse a berinjela na própria chama do fogão. Para um gosto menos defumado: asse no forno.

Para conseguir um meio termo, eu asso a berinjela no forno até ela ficar macia. Após assada, eu queimo a casca na chama do fogão para garantir o gosto defumado.

Após a berinjela estar assada e bem macia, retire a casca e amasse-a bem com um garfo.

Regue com azeite, misture uma colher de tahine e outros temperos (na minha receita, usei limão, salsão, sal e uma pitada de pimenta)

Como o pão que tinha em casa acabou e eu ainda tinha babaganuche, improvisei uma massa (como mostra a foto ao lado) feita com farinha de trigo e água (semelhante a uma receita de tortillas para tacos)

Por fim, créditos para a Lu, que foi quem me passou a receita, numa mesa de almoço (alguns anos atrás) e tirou minhas dúvidas via mail (há alguns dias). Brigado, Lu ^^

sábado, 2 de julio de 2011

Massas de pão

Havia alguns dias que eu estava com vontade de fazer uma massa de pão (ou massa com fermento biológico, para ser mais genérico). Como sempre, fui fazer minhas buscas por receitas na internet (eu não fazia massas com fermento biológico havia muitos anos e não quis confiar na memória).

Buscam iam e vinham.... e nenhuma receita me agradava. Já estava disposto a fazer qualquer uma e comprei fermento biológico para tentar a sorte. Cheguei em casa, abri a internet e, por alguma dessas coincidências da vida, saiu no Technicolor Kitchen uma receita que me agradou.

Lá fui eu tentar a sorte. Não transcrevo a receita do Technicolor Kitchen (mas coloco links), mas dou a dica de 'não utilize toda a água da receita de uma vez: misture a água aos poucos'. A qualidade da farinha tem impacto direto sobre a quantidade de água a ser utilizada e os 300ml recomendados na receita tanto podem ser demais, quanto podem ser insuficientes.

O que eu fiz de diferente da Technicolor Kitchen?

Bem... na primeira tentativa, fiz um pão aberto com carne seca (quase uma pizza.... ) e coloquei manjericão na massa (e não orégano, nem tomilho).

  Fiz uma borda recheada com mussarela.










 E fiz a parte parecida com pizza: pouco de molho de tomate por cima....
 ... e carne seca (para quem não sabe como dessalgar a carne seca e/ou quer outra receita, indico esta do PapoDeHomem)
O resultado (que, aliás, já apareceu na foto anterior):













Mas, na verdade, eu gostei mais das tentativas seguintes (ainda com a receita do Technicolor Kitchen).... Só que, da segunda vez, utilizei um pouco mais de açúcar para dissolver o fermento e acrescentei cerca de 2-3 colheres (de sopa) de cenoura ralada à massa. E fiz em formato de pãozinho recheado:


Com mussarela (à direita da foto.... notando que boa parte do queijo vazou, mas eu nem liguei porque comi ele assim mesmo), e com carne seca (que havia sobrado da receita anterior, à esquerda da foto).







Por dentro do pãozinho? Aí, oh









E, por último (já que, com esta fornada, acabou o fermento que eu tinha comprado), veio a terceira tentativa:

Nesta tentativa, deixei a massa crescer por mais de 1h antes de ir ao forno. O resultado foi uma massa bem mais fofinha por dentro e crocante por fora.












Com recheio de carne seca e queijo mussarela...













E um pãozinho foi com recheio de cenoura ralada, mussarela e azeitona preta (porque a carne seca acabou na hora de enrolar o último). Por dentro ele ficou assim:












...e, por fora, para marcar a diferença, ele ficou assim:















PS: tá, eu sei que essa última foto ficou meio
 

viernes, 1 de julio de 2011

Sanduichão de forno - creme de abobrinha com gorgonzola

A comida gera memórias. Com essa premissa, Laura Esquivel escreveu Como agua para chocolate, seu mais bem sucedido livro (aliás, se o meu não estivesse em BH, eu ficaria com vontade de ler agora), que gerou um belíssimo filme com o mesmo título.

Falo sobre isso, porque não tenho como não pensar nas várias memórias que essa receita - que é uma das minhas clássicas pessoais - traz.

Uma das histórias, hoje em dia engraçada, foi da faxineira x sanduichão:

Uma faxineira trabalhava em casa e eu sempre deixava dinheiro para ela comprar almoço. Sempre dei liberdade para ela comer o que tinha na geladeira, mas 1) nem sempre eu deixava comida pronta e 2) nem sempre ela se mostrava disposta a comer os pratos que eu fazia.

Nesse dia (que era um dia de faxina), fiz um sanduichão de abobrinha com gorgonzola (e salaminho) e, como sempre, deixei o dinheiro do almoço para a faxineira. Fui trabalhar normalmente e voltei para casa animado com o sanduichão que me esperava.

Mas eis que.... Quando cheguei, descobri que a faxineira havia aberto uma exceção para a ideia de comer o que havia na geladeira. E uma exceção em grande estilo. Basicamente, ela deixou menos de 1/4 de todo o sanduichão para mim.... e o dinheiro do almoço em cima da pia.... (pra cooperar com a minha quentinha... acho...)

Histórias a parte, a receita do sanduichão:

Ingredientes
400g (1 embalagem) de pão de forma

500g de abobrinha (zucchini ou italiana) ralada
200g de requeijão
80g de gorgonzola
300g de queijo mussarela ralado
tempero a gosto

100g de salaminho (já fiz com pepperoni, com resultados bastante satisfatórios)

Preparo do creme
Cozinhe bem a abobrinha (até ficar bem macia/derretendo). Acrescente água, se necessário, e temperos a gosto (mas cuidado com o sal, já que o gorgonzola também servirá para temperar o creme). Quando a abobrinha já estiver bem macia, misture o requeijão e mexa bem. Em seguida, misture o gorgonzola, picado em pedaços e mexa bem (até o queijo se misturar completamente ao creme).

Montagem do sanduichão
Em uma assadeira, coloque uma camada de pão de forma, uma camada de creme, fatias de salaminho
Por cima, outra camada de pão de forma, outra de creme e uma camada de queijo ralado.
Repita as camadas até encher a forma (e/ou acabar com os ingredientes), terminando com uma camada de queijo (mussarela), por cima, para gratinar.

Leve ao forno para gratinar.